sexta-feira, 26 de junho de 2009

O DEUS QUE SE IMPORTA

1. Para quem Deus olha ?

Is 66:2 Porque a minha mão fez todas estas coisas, e todas as coisas foram feitas, diz o Senhor, mas eis para quem olharei: Para o pobre e abatido de espírito e que treme diante de minha Palavra.


2. Quem Deus livra ?

Salmo 72:12 Porque Ele livrará o necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude.


3. Com quem Deus habita ?

Is 57:15 Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo. Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espirito, para vivificar o espirito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos.

4. Quem Deus ajuda ?

Jo 5:7 Disse o paralítico: Senhor, eu não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada...


Pr. Marcos Antonio da Silva

quinta-feira, 25 de junho de 2009

AUTO AJUDA OU AJUDA DO ALTO

~Toda boa dádiva e todo dom perfeito, vem do Alto..." (Tiago 1:17)


Em tempos em que se ensina que as respostas para todas as mazelas humanas estão dentro de nós; urge a grande necessidade de proclamarmos, que homem algum, encontrará dentro de si mesmo, o lenitivo para a dor, mágoas, frustrações, desalentos e desencontros.

Surgem como campeões de vendas de livros, os escritores que estimulam a “auto ajuda”. Cujos livros, em resumo, trazem a seguinte mensagem: Voce tem a resposta, ela está dentro de voce. Voce pode reverter esta situação de problemas em que vive. Voce tem a chave. É preciso voce conhecer a si mesmo para focar os males e dificuldades.

Literalmente, auto-ajuda é a ajuda que alguém dá a si mesmo, sem a participação de outrem.

Penso que de forma sutil, muitos evangélicos de hoje estão sendo afetados por esta proposta.

Quando trabalhei como capelão academico, na Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná, certo dia ao receber na sala da Capelania, a coordenadora do curso de Psicologia, professora Roseli. Tínhamos um grande quadro muito bem pintado, que mostrava o nosso “eu” crucificado na Cruz de Cristo. Quando a professora olhou para o quadro, foi logo dizendo:
- Pastor Marcos, não posso concordar com este quadro. Ele prega a anulação de nossa individualidade!
Sua contundente postura, abriu-me uma preciosa porta para falar-lhe de Cristo e seu Amor. Disse-lhe que nossa total submissão a Cristo jamais anula nossa individualidade. Mas, que mortos para o pecado, submissos a Cristo, podemos ter plena liberdade e vida. Notei, que após minha breve exposição bíblica, ela sorriu e disse:
- Interessante...Não havia pensado nisto...
As respostas para os males do nosso interior estão em Deus. Ninguém conhece melhor um relógio do que seu fabricante – assim é homem; somente Deus seu Criador o conhece. Declara o Salmo 103:14 “Ele conhece a nossa estrutura, lembra-se que somos pó.” Sim, a nossa estrutura física, espiritual, mental, emocional, sentimental, etc.
E, conhecendo-nos integralmente, possui as respostas e a nossa cura.
Jamais esqueça: QUE NÃO PRECISAMOS DE AUTO AJUDA, MAS, DE AJUDA DO ALTO.

Pastor Marcos Antonio

quarta-feira, 17 de junho de 2009

AS TRES MAIORES CONTRADIÇÕES DA VIDA

Mc 1:9-13
9 – E aconteceu, naqueles dias, que Jesus, tendo ido de Nazaré, da Galiléia, foi batizado por João, no rio Jordão.
10 – E, logo que saiu da água, viu os céus abertos e o Espírito, que, como pomba, descia sobre ele.
11 – E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em quem me comprazo.
12 – E logo o Espírito o impeliu para o deserto.
13 – E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam.


A experiencias vividas por Jesus Cristo no Jordão, por ocasião de seu batismo e no deserto da tentação por quarenta dias, nos retratam a realidade de cada um de nós, de momentos felizes e de tristezas, de altos e baixos, de dias bonançosos e de tempestades, de fartura e de escassez, de saúde e de enfermidades, etc. São as contradições da vida humana.
Nesta MENSAGEM, Jesus nos ensina como administrar estas contradições e como tirar proveito delas. Vamos a elas:


1. EXISTEM DIAS DE CÉUS ABERTOS E DIAS DE PORTAS FECHADAS

1.1 Céus abertos no Jordão e portas fechadas no deserto

• Provar da benção de ter na vida os céus abertos, não protege ninguém de passar por momentos de aflições e problemas; é o que Jesus nos ensina na experiencia de seu batismo no Jordão e na dura prova no deserto.

• Salomão fala em Eclesiastes 7:14, resume toda a história humana ao mencionar sobre o dia da prosperidade e o dia da adversidade. Quem não gostaria de viver todos os seus dias sobre a terra, em plena alegria e felicidade, e que a passagem pela existencia fosse um verdadeiro Édem; penso que todos desejariam. No entanto, nossa realidade é constantemente regida pelo contraditório: Bençãos e tribulações, alegrias e tristezas, saúde e doenças, mesa farta e fome, etc...


1.2 Lições que podemos tirar do Jordão e do deserto

• O mesmo Deus que abre os céus para abençoar pode fechar as portas, porque Ele é soberano – Ap 3:7

• O fato de em um dia termos céus abertos e em seguida as portas se fecharem, não significa que Deus nos abandonou – Jo 16:33; Is 43:1,2

• O Deus que nos declara debaixo de céus abertos que somos seus filhos amados (Mc 1:10,11) é o mesmo que nos dá poder para vencer o diabo no deserto da tentação (Ap 12:11), e que pelo poder de sua Palavra nos faz triunfar. Lembremo-nos que Jesus venceu o diabo pela autoridade de Sua Palavra (Mt 4:1-11)(Ef 6:17) (Sl 149:6)

2. O MESMO ESPÍRITO QUE NOS UNGE, NOS LEVA PARA O CAMPO DE BATALHA

2.1 Deus nos unge para os grandes desafios

• Pensar que fomos ungidos para estar nesta terra, como alguém que faz um “tour” pela Dysney World é verdadeiro engano. A unção divina em nossas vidas fala de delegação de poder e autoridade para as grande lutas e desafios. A maioria de pregadores que temos ouvido quando pregam ou ensinam sobre o glorioso Batismo no Espírito, enfatizam com extremada enfase, que tal revestimento de poder, leva o crente a uma elevada dimensão de glória, a ter visões e revelações do Céu, a falar em línguas, a operar com poder através dos dos do Espírito. Dificilmente alguém prega a respeito deste assunto, e assevera que tal poder também é capacitação para a prova, para as terríveis batalhas espirituais.(Lc 10:18,19)

• A exemplo notemos que Daví no Salmo 23, ao falar da unção recebida do Senhor, que fez seu cálice transbordar; menciona o lugar onde isto se deu, um lugar interessantemente estranho para alguém ser ungido: No deserto em clima de guerra, rodeado por toda sorte de inimigos. “Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.” (Sl 23:5)


2.2 Duas palavras que andam juntas: Unção e Batalha

“E, logo que saiu da água, viu os céus abertos e o Espírito, que, como pomba, descia sobre ele.” “E, logo o Espírito o impeliu para o deserto.” (Mc 1:10, 12)

• Mateus 4:1, nos diz que o Espírito Santo conduziu Jesus para o deserto com o propósito de ser tentado pelo diabo. Não nos esqueçamos que ao nos ungir, o Senhor está nos destinando a guerra. Ao nos ungir está nos introduzindo no campo de prova.


• Ungidos para guerra:

Davi não recebeu a unção apenas para cantar salmos e tocar harpa, mas também para vencer gigantes e exércitos (1 Sm 16:13; 17:32-58)
Paulo não foi ungido apenas para ter visões no terceiro Céu, mas para enfrentar lutas e tribulações (At 9:17,18; 14:22) (2 Co 6:4-10; 11:23-28) (Rm 8:31-39)
Querido(o) leitor(a), guardemos esta verdade em nossos corações, e que diante dos grandes desafios e das terríveis batalhas da vida, vençamos por Cristo que nos ungiu (2 Co 1:21) (Is 10:27)


3. NOSSA VIDA É ENTRE FERAS E ANJOS

“...E vivia entre as feras, e os anjos o serviam.” (Mc 1:13)

3.1 Viver entre feras e anjos significa, que a vida cristã não é somente alegria e prosperidade material; mas também é senda de lutas e tribulações. Como bem descreve Cantares 2:2, somo como um lírio entre espinhos. Tem beleza e encanto, mas tem também feridas e dor. Mas, lembremos sempre que a tribulação não vem contra nós para nos destruir, mas para gerar em nós mais crescimento e maturidade (Rm 5:3-5)

3.2 Viver entre feras e anjos significa, que a despeito da ameaça presente dos ataques infernais, somos protegidos pelo Senhor (Sl 34:7)(Sl 91:13)(Hb 1:14). Vivemos diariamente a experiencia do profeta Daniel na cova dos leões. Que ao tocar seus pés naquela cova, pode certamente dizer: “Aqui tem feras, mas tem anjos”
(Dn 6:16-23)

Pastor Marcos Antonio da Silva

quinta-feira, 4 de junho de 2009

DOUTRINAS E COSTUMES

Através de uma abordagem profundamente bíblica, este tema tido por muitos como polêmico; é tratado pelo pastor Marcos Antonio, com muita clareza e objetividade e embasamento bíblico.



INTRODUÇÃO

Tendo em vista o crescente número de dúvidas, indagações e controvérsia sobre o assunto, colocamos este singelo opúsculo às mãos do público evangélico, não com intenção de ser a voz máxima no assunto, mas de trazer algum subsidio aos que trabalham na Seara do Senhor, bem como a Igreja em geral.

É elevado o número daqueles que fazem confusão em torno de “Doutrinas e Costumes”, como se ambos fossem a mesma coisa. Nestes últimos dias que ora atravessamos, como Igreja Não devemos deixar de ensinar a Sã doutrina; sabendo que a Palavra sendo ministrada ao corações com graça e unção, nos levará a procedimentos santos em toda a maneira de viver.

O que acontece muitas vezes, trazendo tantos dissabores no seio da congregação – é o despreparo de muitos líderes quanto ao assunto. Adiciona-se a este despreparo, a falta de amor e bom senso. Pois no fervor da “ultra fidelidade a Deus”, muitos obreiros já jogaram para fora do aprisco, centenas de vidas. E a pergunta é sempre a mesma:
Quem dará conta delas ? E a resposta é sempre a mesma: Aqueles que não tiveram amor e cuidado!

O propósito deste estudo, além de mostrar as diferenciações entre “Costume e Doutrina”, também traz sérias advertências aos legalistas, que pelo zelo sem entendimento, ferem, trucidam e matam em nome de Deus, sem nenhuma compaixão. Gente que se esquece que cada vida que está na Igreja custou o mais alto preço: O Sangue de Cristo (At 20:28)


I. DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE DOUTRINA E COSTUMES

1. Quanto à origem:

· A Doutrina é Divina

· O Costume é humano

2. Quanto ao alcance:

· A Doutrina é universal

· O Costume é local

3. Quanto ao tempo:

· A doutrina é imutável

· O costume é temporário

II. CONCEITUANDO O QUE É DOUTRINA

Biblicamente, Doutrina é o conjunto de ensinamentos que são regras basilares¹ de nossa fé, que são normativas para a prática de vida para a Igreja através de seus membros. A título de exemplo, relacionamos alguns dos principais pontos fundamentais que preconizamos como Doutrina Bíblica.

· Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo ( Dt 6:4: Mt 28:19; Mc 12:19 ).

· Cremos na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e caráter cristão ( II Timóteo 3:14-17 ).

· Cremos no nascimento virginal de Jesus, em sua morte expiatória, em sua ascensão vitoriosa ao céu ( Isaías 7:14; Romanos 8:34; Atos 1:9 ).

· Cremos na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra redentora de Jesus Cristo é que pode restaurar á Deus ( Romanos 3:23; Atos 3:19 ).

· Cremos na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do reino dos céus ( João 3: 3-8 ).

· Cremos no perdão dos pecados, na Salvação presente e perfeita e na eterna justificação da lama recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor ( Atos 10:32; Romanos 10:13; Romanos 3:24-26; Hebreus 7:25; Hebreus 5:9 ).

· Cremos no batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro, uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou Jesus Cristo ( Mt 28:19; Romanos 6:1-6; Colossenses 2:12 ).

· Cremos na necessidade e na possibilidade de que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo ( Hb 9:14; I Pe 1:15-16 ).

· Cremos no batismo bíblico com Espírito Santo, que nos é dado por Deus, mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua eterna vontade ( At 1:5; At 2:14; At 10:44-46; At 19:1-7 ).

· Cremos na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja, para sua edificação ( I Cor 12:1-11 ).

· Cremos na Segunda vinda pré-milenial de Cristo em duas fases distintas: 1º) Invisível ao mundo, para arrebatar a sua igreja fiel da terra, antes da grande tribulação (1 Ts 4:13-18; 1 Co 15:52-57; Ap 3:10). 2º) Visível e corporal, com sua igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (Ap 1:7; 20:4;

Zc 14:5; Jd 14 ).

· Cremos que todos os salvos comparecerão ante o Tribunal de Cristo para receber a recompensa de suas obras em favor da causa de Cristo na terra ( II Cor 5:10 ).

· Cremos no juízo vindouro que justificará os fiéis e condenará os infiéis ( Ap 20:11-15 ).

· Cremos na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristezas e tormentos para os infiéis ( Mt 25:46 ).

III. CONCEITUANDO O QUE É COSTUME

Conforme definição do Dicionário de Língua Portuguesa. Novo Aurélio, costume é o uso, hábito ou prática geralmente observada.

Por costume entende-se a maneira de agir, ser, proceder, vestir, portar, etc., próprio de um povo, de uma época, de uma condição social. Legislação não escrita, fixada pelo uso.

Independente de suas origens, os costumes variam de povo para povo, de região para região, país para país, e de época para época.

Não é necessário ir ao exterior para observar este panorama seleto no que tange a costumes. Aqui mesmo em nosso Brasil, dominado por um grande mosaico cultural, vê-se em cada região marcantes diferenciações. Por Exemplo, no Rio Grande do Sul encontramos os costumes gauchescos, tais como vestir-se de lenço, bombachas e esporas. Já pelo Norte e Nordeste, encontramos o sertanejo sempre com seu característico chapéu de couro; na Bahia, as conhecidas baianas com seus turbantes e vestidos longos. Passar de um Estado para outro é como mudar de país. Cada Estado acha-se individualizado por costumes e tradições próprias, distinguido um do outro. Por vezes, cada um evidencia essas diferenças numa forma indisfarçavel. Poderíamos relacionar ainda muitos outros costumes e tradições locais relacionados com a música, o folclore, o artesanato, enfim a maneira própria e diversificada de nosso povo brasileiro.

Entre outros povos as diferenças são surpreendentes:

· Os povos árabes e os demais que habitam o continente africano possuem hábitos culturais dos povos ali existentes, costumes que jamais serão por nós assimilados. Entre os povos árabes é comum o homem trajar-se com roupas longas e esvoaçantes, como se vestem as mulheres ocidentais, inclusive usando turbantes na cabeça. Na Argélia, é muito comum encontrar-se homens de mãos dadas passeando pelas rua, sem que nenhuma censura pese sobre esse tipo de comportamento.

· Na Escócia, é natural que homens usem saias de tecido xadrez, tocando gaitas de fole.

· Missionários cristãos ocidentais que trabalhavam ao norte do Congo ( África ) estavam tratando de convencer os cristãos nativos de que as mulheres deveriam cobrir os seios, costumeiramente nus. Os próprios maridos se ressentiram diante dessa exigência dos missionário, dizendo que não permitiriam que as suas mulheres se vestissem como prostitutas.

· No Haiti, é absolutamente normal se assistir um culto usando chapéu, costume esse inaceitável no Brasil.

· No Zaire ( África ), entre tribo dos Ngbaka, os presbíteros da igreja se recusaram a aceitar a exigência dos missionários de que as esposas usassem blusas na igreja. Algum tempo depois, os missionários descobriram que naquela aldeia somente as prostitutas usavam blusas.

· Na Ilha de Yap, os costumes locais exigem que as mulheres usem saias até os pés. Para eles é chocante uma mulher mostrar qualquer parte das pernas, e uma brasileira que lá fosse com sua saia até o joelho, causaria muitos comentários.

· Um missionário nas Filipinas ficou zangado quando, ao receber visitas, estas limparam com seus lenços as cadeiras onde iam assentar-se. Depois, à mesa, fizeram a mesma coisa com os pratos e talheres. Para o missionário aquilo era um grande insulto à capacidade de sua esposa ao limpar a casa e lavar as louças. Mas na realidade, a reação do missionário foi errada, pois aquelas atitudes demostravam boas maneiras, segundo o costume daquele povo.

· Na Tailândia as mulheres não podem ocupar quartos no primeiro andar de um hospital, e os homens ocuparem o térreo, pois isto significaria que as mulheres são superiores aos homens, coisa esta inaceitável na Tailândia. Também naquele país não se pode cruzar as pernas e mostrar a planta do pé para alguém, isso seria uma grande ofensa.

· No Japão é ética social curvar-se diante de uma pessoa para cumprimentá-la. Lembro-me da viagem que fiz a este país, no ano de 2.000, pude constatar este fato – principalmente quando estão agradecendo a alguém.

Algumas vezes, missionários que foram ao Japão em campanhas evangélicas pensaram que muitos japoneses estavam aceitando a Cristo, quando na realidade, devido ao modo de cumprimentar, estavam apenas sendo corteses para com eles.

· Outro exemplo que mostra o quanto é difícil entendermos certas atitudes quando não se compreendem as suas razões básicas foi o que ocorreu nas Ilhas Marshall, do Pacífico. Os Missionários dali recebiam cartas apenas uma vez ao ano, por ocasião da chegada de um navio. Certa vez, o navio chegou adiantado e os missionários não estavam em casa, o capitão do navio deixou as cartas com o povo da ilha e foi-se embora. Eles Ficaram muito contentes por terem em suas mãos aquilo que os missionários gostavam tanto. Começaram então a examinar as cartas para descobrirem porque era motivo de tanta alegria para os missionários. Não achando nada de especial, rasgaram, cozinharam e comeram as cartas. Você prezado(a) leitor(a), ficaria bravo se alguém fizesse um cozido com a sua correspondência, recebida apenas uma vez por ano, simplesmente porque alguém quer descobrir porque lhe trazem tanta alegria?

· Na China, as pessoas pensavam que os missionários adoravam as cadeiras, porque oravam ajoelhados de frente para elas, costume ali inexistente.

· Na Rodésia, um brasileiro nunca poderia pedir uma informação a um desconhecido, sem antes perguntar sobre a saúde da sua esposa ou dos filhos, com vão os negócios ou como está o clima.

· Na África do Sul, uma brasileira poderia levar um susto, quando ao cumprimentar outra mulher fosse beijada nos lábios.

· Entre os soviéticos é comum o cumprimento entre homens com um efusivo beijo na boca.

· Em certas partes da África, é proibido apontar o dedo para indicar qualquer coisa, por ser errado e grosseiro segundo o costume. Ao invés de usar o dedo, deve-se usar o lábio inferior. Na Micronésia, não se usa nem o dedo, nem o lábio inferior quando se aponta para um objeto, mas sim, fecha-se um olho na direção do objeto.

· Quando trabalhei em Kaiserslautern, Alemanha, como missionário, nos anos 95 e 96, havia uma Igreja de russos que não permitia que os homens usassem gravatas. Segundo seu código de ética, usar gravata é um grave pecado.

· Acima mencionei de minha viagem ao Japão. Foi lá, durante todos os dias de ministração da Palavra, em várias cidades – preguei sem sapatos. É comum no Japão, nas casas e lugares sagrados, se tirar os sapatos, e fazer uso de chinelos.

Vivi duas situações interessantes e extremamente cômicas a respeito: A primeira na casa que me hospedava, residência do querido Pastor Wilson Leal (brasileiro, missionário no Japão por alguns anos e casado com uma japonesa). Logo que cheguei em sua casa, fui alertado pelo filho caçula, que ficou escandalizado comigo, por que eu estava de sapatos dentro de casa. Entrei logo no ritmo, agradecendo-lhe a informação.

A Segunda experiência foi na cidade de Isezaque, num Domingo à tarde, quando fui pregar. Ao chegar ao templo, procurei um chinelo que me servisse, para poder adentrar ao santuário. Não encontrando; pois, japonês, na grande maioria possui pés pequenos – Concluí, que a única solução, era participar do culto descalço. Foi o que fiz; e, nenhuma reprovação recebí dos irmãos japoneses.

Faltaria tempo e espaço para continuar citando a diversidade e exotismo dos mais diferentes povos da Terra.


IV. CONCEITUANDO “ ANTROPOLOGIA E CULTURA ”

1. O que Antropologia?

Antropologia é o estudo do ser humano ou mais especificamente, a ciência da cultura humana. Como Kroeber a define: É a ciência dos grupos humanos, seu comportamento e suas produções.

A Antropologia estuda e analisa os padrões de vida e o comportamento das diversas culturas como:

a) Quais as funções dos vários aspectos duma cultura?

Isto é, comida, abrigo, transparente, vestuário, organização social, crenças religiosas, língua, valores, etc...

b) O que faz um membro de uma sociedade agir como age?

Em outras palavras, por que agem da mesma maneira? Quais são as normas que determinaram a conduta dos membros de uma sociedade?

c) Quais os fatores que determinam a conservação de determinados aspectos culturais e a substituição de outros com o correr do tempo?

Pela Antropologia, como podemos perceber, não é suficiente apenas analisar os tipos de vestimenta ou comida de um povo, mas nós precisamos analisar também quem usa esta ou aquela roupa e porque a usa. Exemplificando: Em determinadas regiões do Haiti, algumas pessoas usam sapatos, e outras não. Porque? Será porque algumas gostam de sapatos e outras não? Por falta de dinheiro? O motivo na verdade é um pouco diferente. É que lá, o sapato é um símbolo de classe social. Um médico que certa vez estava passeando nas montanhas do Haiti foi abordado por alguém que lhe pediu para atender uma pessoa doente. O médico imediatamente indagou: Ele tem sapatos ou não? Se a resposta fosse sim, ele então atenderia o doente imediatamente, mas se fosse não, o doente teria que esperar. No Brasil, isto é tão insignificante, pois aqui quase todo mundo tem pelo menos um chinelo, e nenhum médico condicionaria seu atendimento a uma pergunta sobre sapatos. Mas para o povo do Haiti, isto é muito importante.

2. O que é Cultura?

Para muitas pessoas o vocábulo cultura significa o grau de estudo de uma pessoa. Por isso é comum ouvirmos alguém falar: Fulano de tal tem muita cultura. Quase todas as pessoas fazem esta associação da cultura com o desenvolvimento intelectual ou nível de estudo de alguém. Por esta razão, uma pessoa que tem um linguajar rude, um modo de vida simples, logo é taxada de pessoa sem cultura. O mesmo acontece com as tribos indígenas, pelo fato de terem uma vida bem simples são taxadas de povo sem cultura. Mas esta não é a definição da Antropologia, pois define-se como cultura como sendo: O conjunto de comportamentos e idéias características de um povo, que se transmite de uma geração a outra e que resulta da socialização e aculturação verificadas no decorrer da sua história.

A Bíblia tem muito a dizer sobre valores culturais.

Exemplificando: O apóstolo Paulo sabia que os valores de cada cultura eram diferentes, e que alguns costumes eram relativos e outros não ( I Cor 9:20-22 ). Ele exigiu que Timóteo se circuncidasse ( At 16:3 ), mas deixou Tito sem circuncisão ( Gl 2:3 ). Paulo respeitava os valores culturais de cada um; Timóteo era filho de uma judia, no entanto, Tito era gentio.

Não foi incoerência na conduta do apóstolo Paulo, mas um reconhecimento bíblico de que níveis de valores de uma cultura para outra.

3. O que a Antropologia nos ensina?

A Antropologia tem trazido muitas contribuições ao conhecimento de nós mesmos e de todo homem sobre a Terra. Podemos resumir algumas dessas contribuições básicas da seguinte forma:

a) O comportamento humano não é efetuado por acaso, mas segue modelos culturais definidos.

b) As partes que formam o padrão de comportamento de uma cultura são interrelacionadas.

c) A maneira com os diferentes povos seguem e pensam pode tomar formas bastante variadas de cultura para cultura.
V. A IGREJA E OS BONS COSTUMES

Quanto à conduta cristã, a Bíblia Sagrada a resume como sendo uma vida equilibrada, sóbria e moderada.

1. O porte cristão em geral

Em Efésios 5:8 lemos: “Pois outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor, andai como filhos da luz.”

Em Filipenses 1:27 “Somente portai-vos dum modo digno do Evangelho de Cristo...”

Em II Cor 5:10 “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que fez por meio do corpo, bem ou mal.”

No Sl 103:1 lemos: “Bendize ó minha alma ao Senhor, e tudo que há em mim bendiga o seu santo nome. Tudo o que há em mim, isto é, tudo o que somos, tudo o que temos e o que carregamos em nós.”

Não devemos permitir que o mundo sem Deus determine o nosso modo de proceder. Não devemos nos esquecer que através dos tempos, os astuto tentador tem utilizado meios sutis, enganando a muitos. Sabemos que a moda, conceitua-se como uso, hábito ou estilo geralmente aceito, variável no tempo e segundo o gosto, o meio social ou a região.

Bom gosto e sobriedade, são os elementos fundamentais para o bom procedimento do cristão. Não deve vestir-se de trapos, para dar a idéia de “extrema santidade”, dizendo-se que é humilde. Mas, também não deve cair para o profano, para o mundano ou sensual.

2. Caracterizando os padrões

. É fundamentalmente bíblico, definir a caracterização dos padrões de masculinidade e a feminilidade. É claro que o Senhor não desce ao detalhe de qual é o específico tipo de roupa para o homem e para a mulher. O ser humano foi dotado por Deus, de muita criatividade. A indústria textil faz progressos pelos séculos; o mesmo se diga do aperfeiçoamento dos padrões estéticos. O importante, é que não se dê lugar a confusão. Que não se dificulte a caracterização de macho e fêmea, como Deus os criou. Entretanto, atualmente as coisas mudaram. Não é coisa fora de comum ver uma pessoa num automóvel ou na rua, e não Ter certeza se vemos um homem ou uma mulher. Isto acontece porque um elemento crescente em nossa sociedade contemporânea deseja anular as diferenças existentes entre macho e fêmea. Moças e rapazes fazem o mesmo corte de cabelo, usam roupas e tentam suprimir quaisquer tendências que possam ser consideradas dominantes masculinas ou femininas.

Nossa sociedade hodierna rejeita os princípios bíblicos, procurando destruir as tradicionais salvaguardas da moral, da ética, da modéstia e o do bom gosto. Não devemos nos esquecer dos seguintes pontos:

a. A Bíblia ensina que o macho e a fêmea possuem papéis diferentes.

b. A Bíblia instrui que homens e mulheres devem Ter aparências diferentes.

c. A Bíblia define a necessidade da modéstia e da sobriedade.

3. CUIDADO COM LEGALISMO

Nós temos a plena convicção de que a grande necessidade nos púlpitos de nossas Igrejas é a ênfase doutrinária expressamente bíblica, dosada na unção do Espírito Santo, e não a preconização tão somente de costumes. Isto certamente tem gerado em muitos crentes uma “vida cristã legalista”, sem conteúdo bíblico e verdadeira comunhão com Deus. Devemos evitar o farisaísmo, pois o mesmo é maléfico e destrutivo, e isto somente será possível através da exposição da Palavra Viva.

Abaixo trago o parecer de meu amigo e caríssimo colega de ministério, pastor Raimundo de Oliveira, apreciado pregador, profícuo ensinador e escritor .

De forma simples e objetiva, embasado na Escritura, diz o seguinte:

Evidentemente o propósito primordial da Doutrina Bíblica é fazer de cada crente um leal discípulo de Jesus Cristo. Certamente que não se pode admitir um discípulo de Cristo que não tenha bons costumes. Mas isto não é a mesma coisa que abraçar a idéia farisaica de transformar bons costumes num substitutivo da piedade genuinamente cristã, virtude só alcançada através da observância da doutrina indiscutivelmente bíblica. Atentemos para algumas peculiaridades do farisaísmo, comparando-as com o viver alegadamente cristão ao nível dos costumes e das tradições. Atentemos para a veemência dos juízos lançados por Jesus sobre os fariseus, condenado-lhes a hipocrisia, e vejamos que lições nos é possível deste texto da Escrituras ( Mt 23:7, 13-17, 23-33 ) para a nossa vida prática do cotidiano:

Na cadeira de Moisés se assentam os escribas e os fariseus. Portanto, tudo que vos disserem, isso fazer e observai; mas não façais conforme as suas obras, porque dizem e não praticam. Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens, mas eles mesmo, nem com o dedo querem removê-los. Todas as suas obras eles fazem a fim de serem vistos pelos homens, pois alargam os seus filactérios e aumentam as franjas dos seus mantos. Gostam do primeiro lugar nos banquetes, das primeiras cadeiras nas sinagogas, das saudações nas praças e de serem chamadas pelos homens Rabi... Mas, aí de vós escribas e fariseus, hipócritas! Porque fechais aos homens o reino dos céus, pois nem vós entrais, nem aos que entrariam entrar. Ai de vós escribas e fariseus, hipócritas porque devorais as casas das viúvas, e sobre pretexto fazeis longas orações; por isso recebereis mais condenação. Ai de vós escribas e fariseus, hipócritas! Porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito, e depois de o terem feito, o tornai duas vezes mais filho do inferno do que vós. Ai de vós, guias cegos! Que dizeis: Quem jurar pelo santuário, isso é nada: mas quem julgar pelo ouro do santuário, esse fica obrigado ao que jurou. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro ou o santuário que santifica o ouro? Ai de vós escribas e fariseus hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante da lei, a saber: a justiça, a misericórdia e a fé. Estas coisas devias, sem omitir aquelas. Guias cegos, que coais um mosquito, e engolem um camelo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de rapina e de intemperança.

Fariseu cego! Limpa primeiro o exterior do copo, para que também o interior se torne limpo. Ai de vós escribas e fariseus, hipócritas! Porque sois semelhantes aos sepulcros, caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos homens, mas por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos, e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no derramamento de sangue dos profetas. Assim vós testemunhas contra vós mesmos que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?

CARACTERÍSTICAS DAQUELES FARISEUS:

A. Falsos legisladores, assentados na cadeira de Moisés.

B. Abuso de autoridade: mandavam os outros fazerem o que eles mesmos não se dispunham a fazer.

C. Religiosidade de fachada: só faziam as coisas para serem notados pelos homens, sem levarem em consideração se estavam ou não agradando a Deus.

D. Amantes dos primeiros lugares, esquecendo-se de que Deus abate a soberba dos exaltados.

E. Pedras de tropeço, quando se dizendo mestres da verdade, impediam os homens de alcançarem o verdadeiro conhecimento.

F. Inimigos do reino de Deus, no qual não entravam e nem permitiam aqueles que quisessem fazer a oportunidade de entrar.

G. Espoliadores de viúvas e dos órfãos, a pretexto de longas orações.

H. Povoadores do inferno por meio do seu zelo proselitizante.

I. Omissões quanto a prática da justiça, da misericórdia e da fé.

J. Promotores duma religiosidade exterior, porém vazios da piedade, do coração.

K. De aparente santidade exterior, tendo o coração cheio de impurezas abomináveis.

L. Candidatos a perdição e ao inferno.

Apesar de andarem conforme mandava o figurino da sua religião – não é verdade que eles oravam, davam o dízimo, mantinham uma boa aparência e tinham respeito pela memória dos pioneiros, seus antepassados? – mesmo assim, Jesus os condena, chamando-os de hipócritas, impuros, guias cegos, serpentes e raça de víboras, por transgredirem o mandamento ( ou doutrina ) de Deus. Oferecendo como desculpa a observância dos costumes dos homens. Em Mt 15:3 Jesus indaga aos escribas e fariseus: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus pela vossa tradição?

Teologicamente analisando, o farisaísmo originou-se no cativeiro babilônico, e os seus adeptos distinguem-se pelos seguintes aspectos:

1. Davam preferência a lei oral ( a tradição ) em detrimento da lei escrita.

2. Incorporavam as práticas religiosas, costumes populares não mencionados nas Escrituras Sagradas de então.

3. Demonstravam uma exclusividade piedosa, mas orgulhosa e por vezes mesquinha.

4. Tinham um propensão infeliz, um desprezo beato pelo povo comum que não tinha a menor possibilidade, e sabia disso, de ir um dia a cumprir os requisitos complexos do código dos escribas.

5. Facilmente caíam na armadilha da hipocrisia. A princípio se esforçavam solenemente para desempenharem todos os deveres prescritos pelos escribas. A seguir, fracassando nisto, satisfaziam-se na simples obediência exterior, na correção apenas, até finalmente habituavam-se com esta atitude e toleravam o pecado além de o praticar, tornando-se assim o piores tipos de hipócritas.

6. Usavam o método alegórico de interpretação das Escrituras, para poderem dispor de elasticidade bastante na aplicação dos princípios da Lei a novas questões que pudessem ser levantadas. Noutras palavras, essa posição dos fariseus em face da interpretação da Lei pode ser definida como democrática, porque a respeito dela várias interpretações poderiam ser propostas. Esta atitude dos fariseus da lei pode ser definida como o eterno discurso sobre as coisas eternas.

VI. CONCLUSÃO.

Entendemos que não podemos fazer de um costume, uma doutrina. Pois quando isto ocorre, surgem os prejuízos para a Obra de Deus. Mas, não devemos esquecer, que costumes não podem gerar doutrina; no entanto, tenhamos em mente, duas coisas que regem nossa vida cristã: O que cremos e o que fazemos.

O nosso cremos, fundamenta-se nas doutrinas bíblicas, que nos dão firmeza e solidez espiritual.

O que fazemos, relaciona-se com a prática do que cremos. Sendo, incoerente dissociar o crer do fazer. Pois, doutrina santa gera costume santo.

Nossa vida cristã deve ser uma vida radiante, dinâmica e liberta. Tenhamos os costumes adotados, que denominamos bons, não como pesado jugo de escravidão, mas como resultado da experiência pessoal com a liberdade com que Cristo nos libertou ( Gl 5:1; Jo 8:32,36) , pois não ocorrendo desta forma cairemos, fatalmente no farisaísmo, tão condenado por Jesus, anulando em nossas consciências o verdadeiro sentido de uma vida feliz e abundante.

Outrossim, lembremos que nossa vida em todas as áreas deve ser pautada por Liberdade e Responsabilidade.

Se como cristãos e membros do Corpo de Cristo, tivermos somente responsabilidades, fatalmente vivenciaremos um quadro de extremo jugo. Não precisamos nos reportar aos tempos antigos, para termos exemplo a respeito. Recentemente, o mundo ocidental refutou peremptóriamente o regime dos Talibãs, no Afeganistão, que colocava a mulher nos níveis mais miseráveis e desprezíveis – Sem acesso a escola, ao aprendizado. Sem poder mostrar ao menos a face; e, atrás das “burcas” amargavam lágrimas em silêncio.

É perigoso quando uma comunidade cristã, conduz seus membros subjugados pelas “responsabilidades”, sem estes, nunca terem vivido a liberdade em Cristo. Pois responsabilidade sem liberdade, é cativeiro, é tirania.

Por sua vez, liberdade sem responsabilidade, dá lugar aos desmandos. Pois liberdade sem responsabilidade, normalmente dá lugar a libertinagem.

Portanto, vivamos na liberdade com que Cristo nos libertou, com sabedoria. Sabendo que sou abençoado e livre dentro dos termos do Reino de Deus, tendo a certeza que existem limites, que divisam a Igreja do mundo sem Deus. Sabendo também, que tais limites estabelecidos por Deus visam nossa proteção, santificação e identificação como filhos de Deus.

Pr. Marcos Antonio da Silva

quarta-feira, 3 de junho de 2009

UNÇÃO AO GOSTO DO FREGUES

Cada vez que o arraial evangélico é invadido por algum modismo teológico, logo, atrai, por ser novidade, muitos seguidores.
Crentes bem firmados na Palavra, são aqueles que encontram plena satisfação em Cristo. São equilibrados, temperantes; que não são levados por ventos de doutrinas que sempre sopram forte. São crentes espirituais, cuja espiritualidade não é medida pelo número de visões ou sonhos, por profecias ou por exibicionismo. São crentes mais preocupados em gerar o Fruto do Espírito, do que fazer dos Dons, sua única bandeira de fé.
São crentes que amam a Palavra de Deus; e em decorrrencia desta bendita disposição, não são induzidos aos modismos e as heresias.
Como mencionei inicialmente, sobre que de quando em quando, somos convidados a experimentarmos a última palavra a respeito de... a nova estratégia de evangelismo que vai revolucionar a Igreja.. a maior revelação de todos os tempos a respeito de Avivamento...
E, neste bojo de novidades, ouvimos sempre da boca de seus proponentes e seguidores: -Agora sim !...Nunca se viu antes coisa igual...Isto vai abalar o mundo!...É a última revelação profética para a Igreja de nosso tempo, etc.
A respeito, temos ouvido sobre os mais variados tipos de “unção” disponíveis a todos os que se interessam por uma vida de poder e maior qualidade espiritual:

• Unção do leão
Ouvi de um pastor que reside no Estado São Paulo, que relatou-me espantado sobre o que constatou em uma igreja evangélica de sua cidade: Um irmão foi até seu pastor, e informou-lhe que havia encontrado um terreno para comprar; no entanto, ainda não possuia todo o valor para comprá-lo. O pastor fez ao irmão o seguinte desafio - ir ao local do terreno. Em ato contínuo, foram, e chegando lá, o pastor disse ao irmão que aquele terreno seria dele, mediante a demarcação do território; foi o que fizeram, urinando nos quatro cantos do terreno – sob a alegação, nós temos a unção do leão.

• Unção da sétima capa
Segundo um pastor que vive aqui nos Estados Unidos, que por aberrações doutrinárias, foi excluído da Convenção americana das Assembléias de Deus; esta unção da sétima capa é algo extraordinário para quem a recebe, levando tal pessoa a um degrau elevadíssimo na comunhão com Deus e com muito crédito no Céu. Segundo este pastor, esta capa é gelatinosa e de cor verde.
Por certo todos nós, gostaríamos de saber como são as seis capas anteriores.

• Unção da águia
Seus proponentes dizem que ao receber esta unção, o ungido passa a vivenciar uma visão espiritual aguçada e profunda, sua força espiritual se multiplica conforme Isaías 40:29-31 e sua aspiração pelas regiões celestiais se torna constante e sempre real. Isto, faz com que se saia correndo pelo templo no momento do culto, de braçoes abertos, simulando o voo de uma águia.

• Unção do cai cai
Sem dúvida que muitos que foram batizados no Espírito Santo ou impactados pelo poder de Deus, não resistiram permanecer em pé, e cairam pela presença de Deus. Tenho um irmão mais velho do que eu, que ao ser batizado no Espírito Santo quando era adolescente, foi levado para casa carregado, enquanto ininterruptamente falava em novas línguas. Sobre esta questão, não tenho dificuldades de aceitar. Mas, o que não passa no crivo da Palavra de Deus, é exatamente o fato de se fazer do cai cai uma doutrina. Conheço um pregador, que somente se realiza quando prega, quando derruba pessoas no momento do apelo. Um dia perguntei-lhe a respeito, tal não foi a absurda resposta que o abençoado me deu:
- Assim como o médico deita o paciente para operá-lo, assim também Deus, derruba o crente para poder operar na vida dele.
Entendo que cair no espírito é fácil, o difícil é andar no espírito.

• Unção da lagartixa
Quando crentes tomados por suposto extase espiritual, são jogados bruscamente e ficam como que colados com o rosto e as mãos na parede do templo (como ficam as lagartixas).

Por certo, outros tipos de unção estão aí disponíveis ao gosto do fregues. Refiro-me ao crente não comprometido com a Bíblia, cujas raízes espirituais são extremamente fracas, gerando falta de vida e constante instabilidade, vive sempre desiquilibrado e por isto é facilmente enganado.

Busquemos a verdadeira Unção, que segundo a Escritura Sagrada, é salutar e indispensável para nossa vida como Igreja do Senhor:
A unção que concede sabedoria – 1 Jo 2:20
A Unção que fortalece o fraco – Sl 92:10; Ef 6:10
A Unção que despedaça o jugo – Is 10:27
A Unção que traz alegria – Sl 23:5
A Unção que concede poder e autoridade – Lc 10:19
A Unção que nos capacita a sermos testemunhas de Cristo – At 1:8

“Em todo tempo sejam alvos os teus vestidos, e nunca falte o óleo sobre tua cabeça.” (Ec 9:8)

No amor de Cristo, que nos ungiu com seu Espírito,

Pastor Marcos Antonio da Silva

segunda-feira, 1 de junho de 2009

LUGAR VAZIO

"Sucedeu ao outro dia, o segundo da lua nova, que o lugar de Davi apareceu vazio, disse, pois, Saul a Jonatas, seu filho: Por que não veio o filho de Jessé, nem ontem nem hoje, a comer pão..."
1 Samuel 20:27

Introdução:
O lugar vazio de alguém na congregação, nos fala de distintas realidades e lições:

1. UM LUGAR VAZIO CAUSADO PELA MORTE

* Vez por outra, somos tocados pela saudade, ao olhar um assento vazio, de um querido(a) irmão(ã) que deixou o nosso convívio para estar com o Senhor.

2. UM LUGAR VAZIO CAUSADO PELA ENFERMIDADE

* Quando um de nossos irmãos passa por momentos de enfermidade, estando em um hospital ou mesmo em sua própria casa, deixa o seu lugar vazio na congregação - levando a todos a sentirem sua falta, e orarem por ele.

3. UM LUGAR VAZIO CAUSADO POR MOTIVO DE TRABALHO

* Toda a congregação vivencia a realidade de ter membros que trabalham muitas vezes a noite. Devemos interceder por eles para que possam ter em breve tempo a oportunidade de voltarem a congregarem-se, tendo um melhor emprego que os favoreçam.

4. UM LUGAR VAZIO CAUSADO PELO ABANDONO DA FÉ

* Este é o motivo mais triste de deixar o lugar vazio. Dizem as estatísticas, que o número de crentes afastados que estão fora é no mínimo o dobro dos que estão dentro. Oremos e envidemos todos os esforços através do amor e da visitação, para que voltem ao nosso convívio.

5. UM LUGAR VAZIO CAUSADO PELO DESANIMO E PROSTRAÇÃO ESPIRITUAL

* São muitas as causas que podem levar um crente ao abatimento espiritual. E, quando se deixa vencer por este calamitoso fato; uma das consequencias é pouco a pouco, deixar de congregar-se com os irmãos.
A Palavra recomenda para que vivamos sempre em união (Sl 133) e que jamais devemos deixar nossa congregação (Hb 10:25).
Penso que precisamos de um urgente batismo de amor em nossas igrejas, que nos desperte ao Ministério da visitação.
A realidade hoje é que para muitos pastores, chorar pelo rebanho em oração, contar diariamente as ovelhas ou ir em busca da centésima ovelha - já não faz parte de sua concorrida agenda ministerial. Que o Senhor nos desperte para um resgate de nossa verdadeira vocação pastoral, e que lugares vazios em nossa igreja sejam outra vez ocupados através das lágrimas e da visitação..

Pr. Marcos Antonio

QUATRO TIPOS DE PESSOAS EM RELAÇÃO A CASA DE DEUS

"Alegrei-me quando me disseram: Vamos a Casa do Senhor." (Salmo 122:1)


1. AQUELES QUE NUNCA VIERAM A CASA DE DEUS
- Não fazem idéia de como são os cultos, como são as orações, louvores e a pregação da Palavra de Deus.
- Nosso trabalho como Igreja, é sairmos das quatro paredes, e irmos ao encontro deles; evangelizando-os, fortalecendo vínculos de amizade e confiança, convidando-os para os cultos.

2. AQUELES QUE FAZEM VISITA A CASA DE DEUS
- Denominam-se amigos da Igreja. Gostam da música e das mensagens. Por vezes aparecem, quando vivenciam alguma aflição; chegam ao templo em busca de uma benção.
- Devemos recebe-los sempre com amor e carinho. É de suma importancia, toda igreja local, ter uma equipe de recepção sempre com um sorriso nos lábios, cheia de amabilidade e graça. Mas, é de bom alvitre aconselhar a toda a igreja, a receber com afeto e alegria todos os visitantes - Não relegando este precioso trabalho somente a equipe de recepcionistas.

3. AQUELES QUE SUMIRAM DA CASA DE DEUS
- Sabemos que a realidade nos diz, que existe um número expressivo de crentes distanciados do Senhor e da Igreja. Já ouvimos relatos, tais como: Que os que estão fora, ultrapassa do dobro de crentes que estão dentro dos templos.
- Não devemos sossegar nossa alma, até alcançarmos o último afastado em nossa cidade.

4. AQUELES QUE MORAM NA CASA DE DEUS
- Estes contemplam a formosura do Senhor pela adoração e pelo Ministério da Palavra, aprendem no templo - Sl 27:4
- Estes florescem nos átrios do Senhor - Sl 92:13,14

Pastor Marcos Antonio